domingo, 15 de outubro de 2017

EUREKA! TEMOS ACUSAÇÃO! E AGORA?


Por muito que custe admitir se Passos Coelho não tivesse provocado a queda do Império de Salgado, e não tivéssemos um Juiz Carlos Alexandre, um Procurador Rosário Teixeira e uma  Joana Marques Vidal como Procuradora-Geral da República, jamais teríamos este desfecho. Foi graças à coragem desmesurada destes, de fazer frente ao poder instituído de um regime claramente manipulador e com tentáculos no sistema, que a viragem se deu. Quem não se lembra do caso Freeport onde se denunciava em vídeo corrupção activa do poder político e que tranquilamente foi arquivado? Quem não se lembra das escutas destruídas por Pinto Monteiro e Noronha do Nascimento? Quem não viu Cândida Almeida sistematicamente a afirmar que Portugal não era um país corrupto? Pois é.
A acusação chegou em 4000 folhas para nos revelar de forma bem sustentada que o ex-primeiro ministro era acusado de 31 crimes! T-R-I-N-T-A-E-U-M! Nunca Portugal viu algo assim. Pior: estes são apenas em relação ao Processo Marquês porque continuam outras investigações. Atrás dele, Santos Silva o amigo generoso que emprestava carradas de milhões de euros; Armando Vara esse administrador simpático que emprestou carradas de milhões da CGD a pedido de Sócrates; Granadeiro e Zeinal esses generosos administradores da PT que desviaram carradas de milhões para distribuir pelos comparsas;  Bataglia, Barroca, o primo José Paulo, a ex-mulher Sofia Fava, entre outros que generosamente ofereceram suas contas para lavagem de dinheiro; e Ricardo Salgado esse banqueiro “de sucesso” que apenas usou e abusou do seu poder de DDT para “dormir” com o poder político e obter negócios milionários.
Ironicamente foi graças à transposição das regras comunitárias ao combate do branqueamento de capitais em 2005 pelo governo de Sócrates, que foi possível dar início a este mega processo que mais parece um polvo siciliano sem fim à vista. Sim, porque isto é só a pontinha do iceberg. A ver se chegamos a ver o fundo.
Porque o filme já começou e promete. Os advogados de Sócrates, coitaditos já se queixam das 4000 folhas que juram ser para lhes complicar a vida. É verdade! Tiveram mesmo a lata de dizer isto em conferência de imprensa. Logo aqui já se vê a matéria de que são feitos. Como se fosse possível acusar estes tipos todos com estes complexos crimes só numa página A4. Estão a gozar? O mais interessante foi vê-los a chamar “romance” ao processo, afirmando não o terem lido mas já saberem que não há prova factual contra seu cliente (???). Pois claro que não sabem que recebeu luvas de 34.143.715,34€ comprovadas por extractos bancários, que nas escutas recebia “vinho em envelopes colados com fita cola”, que gastava 8 meses de salário num fato e 6 meses do mesmo em férias o que lhe impossibilitava de comprar sequer umas peúgas mais se vivesse só do seu ordenado.  Isto é gente séria? Claro que não. Mas também convenhamos: só mesmo este tipo de gente  é capaz de defender alguém como Sócrates. Por falar em defender… se  além de ser muito “pobre” tem tudo arrestado, se nem sequer o amigo  lhe pode agora valer, quem paga a peso de ouro estes advogados geringonços para o defender? Humm…
Ficamos assim a saber que desde que se tornou primeiro ministro Sócrates trabalhou arduamente para nos roubar descaradamente e partilhar o fruto desse roubo com um bando de gente sem escrúpulos, enquanto o país definhava, para mais tarde nos presentear a todos, com uma belíssima bancarrota. Depois, bem… veio a tal austeridade que ELE NOS IMPÔS (não , não foi Passos, lamento) quando nos anunciou cortes de salários(veja aqui), aumento de impostos(veja aqui), congelamento de carreiras(veja aqui), congelamento de pensões(veja aqui), aumento de IVA(veja aqui). E como tudo isto não bastou (o défice e dívida bateram recordes) presenteou-nos AINDA com a vinda da Troika (veja aqui) para que nos resgatasse com dinheiro porque o Estado já só tinha liquidez para apenas mais um mês, e com a qual se comprometeu com SEVERAS MEDIDAS DE AUSTERIDADE assinadas por ele no Memorando de Entendimento(veja aqui). Sim, foi ele e não Passos Coelho. Já agora façam o favor de ler aqui o Memorando e vejam se não estão lá as vendas, mais cortes, mais impostos e outras tantas medidas desgraçadamente impopulares mas que rotularam SÓ quem as pôs em prática e não quem as negociou com a Troika. Não vale a pena continuarem a difundir verdades alternativas.
É claro que nada disto teria sido possível sem a conivência de todos aqueles que com ele privavam e que agora todos eles no governo se fingem de cegos, surdos, mudos, estúpidos e burros. Sabemos bem que isso é impossível. Não passou sequer despercebido aquele boicote à Comissão de Inquérito à CGD. Sabemos bem porque o PS, PCP e BE quiseram silenciar o caso. Agora, já não há dúvidas que se estiveram disponíveis para o ajudar agora, sempre o farão se isso for possível. A menos claro, que sejam corridos da (des)governação.
E agora? Temos pela frente uma árdua tarefa pela condenação deste bando para que a justiça seja feita. Por todos os portugueses lesados por décadas nesta e futuras gerações. Mas lembre-se em 2019 de ajudar a justiça para  que este cenário se concretize dizendo BASTA aos que de forma activa ou passiva contribuíram para este Mega Processo Marquês. E vote CONTRA a corrupção!

O MERGULHO DO PCP BLOCO DE ESQUERDA


Eles queriam dar um salto. Achavam que estavam a fazer um brilharete espectacular ao lado do Costa. Estavam excitados como miúdos pequeninos que acabavam de receber a sua primeira Playstation no Natal. E foi caso para isso. Ambos sabiam que com 8 e 10% miseráveis nunca na vida chegariam ao poder para pôr boys na máquina do Estado (vejam onde colocaram o Louçã com ajuda do Costa). Entretanto, claro, no meio de umas reivindicações tiveram de comer camiões de sapos, ora cozidos ora crus, empurrados pela ganância do poder. Mas, azar! Sem saberem estavam a condenar à extinção os próprios partidos dando,  isso sim, um valente mergulho. Que chatice.
Com efeito, o eleitorado não perdoou esta traição. Os partidos que eram da oposição e prometiam justiça social, fim da austeridade, fim dos privilégios dos políticos (lembram-se que aprovaram as subvenções vitalícias?) e fim dos aumentos de impostos estavam sem espinha dorsal ao som da bitola do Costa que, enquanto repunha uns tostões, carregava a fundo em todos os impostos indirectos e criava mais alguns com a ajuda da Mariana, essa economista trambolha que nem a vida sabe governar (todos sabemos que vive da caridade de uma amiga). Não há perdão para hipócritas.
A Mariana na noite eleitoral, nem conseguiu disfarçar a tremenda desilusão que trazia. Afinal a menina “brilhante” do BE não convenceu sequer um minuto com seus “dotes excepcionais” nas finanças com sugestão de impostos sobre tudo e mais alguma coisa que mexe. A Catarina com propostas de mudança de sexos aos 16, homens a engravidar,  transportes só para mulheres, legalização de imigrantes ilegais só com promessa de contrato de trabalho, ataque ao turismo e alojamento local, também não encantou. Afinal que se passa?
É claro que comunista que se preze nunca admite derrotas. Mesmo que esteja a afogar-se nelas. As desculpas cairão sempre sobre outros. Assim, Jerónimo culpou os portugueses por essa opção errada afirmando que se iriam arrepender. E mais, ainda justificou essa derrota alegando uma campanha sistemática de ataque anti-comunista. Não terá antes sido ao contrário? Não terá sido por abertamente ter apoiado o regime da Coreia do Norte, da Venezuela ou Angola? Por ter candidatos que afinal são iguais aos outros e também são corruptos? É que o comunista português diz-se comunista mas na verdade não o é. É uma “espécie de comunista que pensa como socialista-democrata”. Ou seja um ser que mistura ideologias, porque não sabe a origem delas, desconhecem quem foi Marx ou o que é “O Capital”, apenas PENSA que ser comunista é ser o mais à esquerda que os outros, logo PENSA serem os mais “amiguinhos dos pobres”. Mas depois, quando lhe vão ao bolso, quando percebem que apoiam ditaduras, quando os vêem a roubar tanto como aqueles que condenam, já  não se revêm no apoio a esses regimes extremistas. E facilmente fogem para o PS…  social-democrata (sim, o nosso PS é social-democrata).
Porque se em vez de adulterar a História se ensinasse a verdade. Se ao invés de esconder que Hitler era um socialista do partido Nacional-Socialista que levou a sua doutrina ao limite do genocídio humano; que Estaline matou à fome, fuzilados, em campos de trabalho forçado ainda mais que Hitler; que Mao Tsé-Tung matou ainda mais pelas mesmas razões que estes dois e ainda conseguiu pôr o povo a comer seus próprios filhos; que Che Guevara não é um herói cubano mas o ” carniceiro de La Cabana que se vangloriava do prazer de matar a sangue frio; que Fidel foi outro assassino que deixou morrer à fome seu povo para viver como um capitalista; que Chavez e Maduro são ditadores socialistas sem escrúpulos que põem o povo a comer do lixo; que Coreia do Norte é liderada por um comunista que leva ao extremo a ideologia marxista trazendo miséria, fome, medo; que o socialismo trouxe miséria na Alemanha dividida enquanto do outro lado do muro, se prosperava; que o comunismo foi banido dos países onde o povo sofreu às suas mãos, como foi na Ucrânia e está em extinção absoluta no Mundo; que comunismo até hoje só trouxe miséria e fome,  NINGUÉM, mesmo ninguém, quereria jamais apoiar um regime desta natureza. 
Mas se ele ainda persiste (falta saber até quando) é porque o marxismo cultural (aquele que sucedeu ao marxismo do proletariado que fracassou redondamente) com a ajuda do multimilionário Soros que financia estes miseráveis partidos, se infiltrou nas nossas universidades.
E só por isso, ainda não se extinguiram. Mas a História encarregar-se-á de fazê-lo. Seguramente

domingo, 8 de outubro de 2017

OBRIGADA PEDRO!


O sonho molhado de Costa, da velharada do PSD, da Catarina e Jerónimo aconteceu. Finalmente! Com o anúncio de Passos que deixava a liderança do partido, desaparecia a maior ameaça à  festa socialista do “gastanço” com o dinheiro outros sem responsabilidade. Mas que grande taluda! Há tipos de facto que nascem com o rabo virado para a lua: o Costa nem precisou de vencer legislativas (lembram-se? foi derrotado com quase maioria absoluta pelo Passos  em 2015) para se sentar na cadeira de Primeiro-ministro. Os outros dois nem precisaram de mais de 8% e 10% para mandar e legislar nesta terra de incautos. E agora, o maior PREDADOR de parasitas oportunistas demite-se! Querem mais sorte que isto?
Assisti atónita à decisão de Passos. Jamais esperaria que com resultados destas autárquicas ele se demitiria. No máximo esperaria pelas legislativas, pensava eu. Mas não. Apesar destas eleições terem derrotado TODOS os partidos, uns mais outros menos (sim, foram TODOS penalizados!), Passos assumia sozinho a responsabilidade de uma derrota (mesmo que poucochinha) que não passou de erro de casting nos candidatos de Lisboa e Porto. Não foi escrutínio aos líderes mas mesmo assim, decidiu avançar.
Na verdade as autárquicas revelaram algo inédito: o PCP ao perder quase todas as câmaras e BE não ter ganho uma sequer, o PS ao perder a maioria em Lisboa com resultados PIORES que no tempo de José Seguro, demonstrou claramente que o povo não apreciou de todo esta combinação de comunistas com PS. Nem o eleitorado comunista nem o eleitorado socialista. E isto, mesmo que o tentem disfarçar com fake news com ajuda da comunicação social comprada a falar numa grande vitória (ah! ah! ah!), o certo é que doeu para caraças descobrirem que todas aquelas políticas populistas para ganhar votos, e os sapos gordos engolidos durante quase dois anos, não lhes devolveu senão um resultado pindérico. PSD com 1 milhão e 800 mil votos e PS com 1 milhão e 980 mil, praticamente mantiveram os resultados de 2013. Logo, só o desaparecimento de Passos lhes devolveria alguma esperança para as legislativas, essas sim, implacáveis na avaliação dos líderes.
Ora, estando o “Parque jurássico do PSD” todo empenhado na derrota do seu próprio líder desde o primeiro dia da sua eleição, não foi difícil ao Costa, que já andava a namorar a velharada (recorde aqui) para fazer o próximo Bloco Central nas legislativas (sim! ele quer livrar-se do BE e PCP porque sabe que o prejudica em votos), conseguir apoio para sacudir o adversário temido (porque é o único que não lhe dá hipóteses às clientelas), com promessas no escurinho de tachos e tachinhos, coisa que ele tão bem sabe negociar.  Porque Costa é um camaleão. É da cor que for preciso desde que garanta o poder, seu único interesse neste jogo político.
Entendo a posição de Passos e aceito-a apenas por saber que por detrás desta saída está uma razão muito mais forte e válida para querer fazer um interregno nesta palhaçada que os “esqueletos mumificados do seu partido” há anos protagonizam. Entendo (e de que maneira) que às vezes é preferível lançar aos leões aqueles que se julgam os DDT partidários em vez de resistir. Tácticas políticas que eu, por não as saber jogar, também não julgo. Porque se fosse comigo, jamais Costa teria sequer hipótese de me derrubar até às legislativas. Jamais lhe poria esse sorrizinho parvo nos lábios nem que fosse por um segundo. Aliás, saberia reinventar-me nos discursos e na atitude  em vez de desistir e dar lugar a alguém capaz de negociar seja o que for com Costa. Porque nunca se viu um morto político tão vivo diariamente no discurso da esquerda à direita. Nunca se viu tanto desespero por ele não vergar. Nunca se sentiu tanto medo a um líder. Só isto era o suficiente para nunca mas nunca deixar o lugar até ao próximo escrutínio popular.
Perdemos um estadista. O único que enfrentou e derrubou o DDT Ricardo Salgado. O único que corajosamente agarrou o país completamente falido pelo Sócrates e o fez renascer das cinzas. Um estadista que não tendo AINDA governado de acordo com suas políticas mas apenas cumprido o Memorando de Entendimento que PS assinou comprometendo-se com elevados cortes, aumentos de impostos, reestruturação do sector público onde se incluía a venda de grandes empresas públicas (sim! estava no memorando, não foi ideia de Passos, veja aqui), fazia adivinhar uma reestruturação profunda do país. O maior temor das esquerdas (e dos socialistas disfarçados de PSD).
Por isso, embora desiludida por não ter colocado a vontade das pessoas (em  que algumas sem nunca votarem no PSD, o fizeram só por ele por acreditarem na sua capacidade de liderança), à frente dos interesses do partido, digo “Obrigada Pedro” por tudo o que fizeste por esta Nação.
Mesmo que não voltes, este país, de gente como eu,  ser-te-á eternamente grato!

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

COM POVO "POBRE", PAÍS MISERÁVEL


Podíamos ser uma grande Nação como já o fomos no passado. Podíamos ter um país próspero com excelentes condições para os cidadãos. Mas continuamos a apoiar ladrões e mentirosos. Gostamos da roubalheira descarada, da irresponsabilidade manifesta, da falta de escrúpulos, deliramos com corruptos e amamos o facilitismo, a cunha, e o compadrio. Perdemos tudo o que era preciso para sermos um nobre povo: os nossos valores. Sempre que há eleições fica a certeza que o que queremos não é mudança é regaboffe. Queremos que nos deixem viver como “lordes” mesmo que à custa de muita dívida. Queremos gozar a vida enquanto há tempo mesmo que para isso penhoremos o futuro dos nossos filhos por décadas. Somos egoístas interesseiros acoplados  a subsídios que queremos eternizar e negociatas que queremos multiplicar. Somos povo de “chicos espertos” interesseiros preocupados com umbigos sem qualquer sentido de nação. Somos pobres de espírito. Para nossa desgraça.
Como é possível haver um Isaltino a vencer maioritariamente depois de ter sido preso por prevaricar na Câmara? Como é possível pôr o maior arguido de Portugal, ex-ministro, que mesmo que não venha a ser condenado (duvido), faliu o país e ainda o  endividou por décadas com negócios ruinosos, a comentar as eleições em horário nobre? Como é possível eleger Medina, esse senhor das negociatas e ajustes directos de milhões, contratos e obras ruinosas? Como é possível o partido da irresponsabilidade , que entregou o país falido, usurpou depois o poder, que deixou à sua sorte centenas de pessoas entre mortos, feridos, desalojados e falidos, nos maiores incêndios que há memória onde manifestamente já se sabe que foram por negligência grosseira do Estado, que perdeu o rasto  ao arsenal de guerra desaparecido,  que engrossou só em 2 anos tanto as gorduras do Estado que breve teremos todos de pagar o preço com mais aumento de impostos e mais austeridade severa e mais falência, ter tido tanta expressão nestas eleições?
A resposta é simples. Anos e anos de socialismo mudaram as pessoas. De um povo trabalhador, empenhado, empreendedor, focado, responsável e cumpridor passamos a viver à sombra do facilitismo encostados ao Estado. O primeiro grupo (empresas e particulares) foi diminuindo com o tempo fartos de serem o sustento da outra metade que vive despreocupada, reclamando de tudo  à espera que tudo lhes caia do céu sem esforço. Esta degradação cultural tão expressiva abriu lugar à indiferença. Para quê votar se os resultados nas urnas podem ser revertidos? Para quê votar se a política que se vem praticando no país só serve clientelas em vez de servir os cidadãos? Para quê votar se não há candidatos fortes capazes de mudar verdadeiramente esta sociedade parasitária? Seriam esses, os abstencionistas, aqueles que fariam a diferença. Mas são esses que infelizmente mais facilmente desistem de lutar.
E não é para menos. São muitos anos de roubalheira profissional que começa num Estado que há décadas  não é exemplo porque rouba descaradamente aos olhos de todos, comete ilegalidades, mantêm corruptos, irresponsáveis e mentirosos no poder e acaba nas empresas e particulares, que seguem o mesmo exemplo. Todos a fazerem-se à vida. Todos a safarem-se como podem. O Estado a engrossar as fileiras a cada passagem dos partidos para reforçar seu eleitorado. As empresas completamente encostadas a subsídios, a protocolos com Câmaras, a negociatas com juntas freguesia. Os particulares a deixarem de trabalhar para viverem de subsídios e doenças fraudulentas.
Por isso sempre que há eleições perdoamos “nossos amigos” pela ladroagem. Porque rouba mas faz. Porque são desonestos e irresponsáveis mas entregam-nos as obras a fazer sem concurso, porque nos ajudam a conseguir subsídios para tudo e mais alguma coisa com “cunhas”. Gente porreira, pá! que merece nosso precioso voto. Depois, quando nos caiem as falências em cima do lombo, ficamos chateados com o artista que vem corrigir essa porcaria retirando as benesses que tanto custaram a conseguir lambendo botas durante anos. Por isso há que repor essa gente no poleiro rapidamente antes que empresas e particulares dependentes, entrem em falência por não saberem gerir-se sem apoios. É a luta pela sobrevivência dos dependentes do Estado.
Assim, sem uma reeducação da sociedade que se tornou parasitária, seremos eternamente um povo pobre de espírito a viver num país eternamente miserável sem capacidade para exigir de quem governa.
Porque sem uma mudança cultural profunda para voltar a adquirir valores fundamentais, jamais sairemos deste lodo em que o país mergulhou.

sábado, 30 de setembro de 2017

ÀS RITAS, CÂNCIOS E JOANAS DESTE PAÍS


Há por aí uma geraçãozita de mulheres que me envergonham. Caso para pensar mudar de género só para não haver colagem a esta gente que ridiculariza a classe. Como é possível em pleno século XXI querer segregar mulheres, ao estilo apartheid,  em espaços separados, alegando protegê-las de assédio? Como é possível numa sociedade moderna e que se presume evoluída defender editoras femininasfestivais só para mulheres,  proibir piropos, proibir pedidos de números de telefone ou qualquer outro sinal de aproximação ou interesse por  uma mulher? Rita Ferro Rodrigues foi peremptória em dizer que era preciso impedir homens de ter ejaculações entre uma paragem e outra!!! Ah! sim?! E que tal proibir orgasmos femininos nos autocarros também? Não os há? Tem a certeza?
Sou do tempo em que uma mulher bonita passava na rua e recebia piropos. A quantidade de olhares e piropos que arrancava era sinal de beleza. Ter poucas reacções ou nenhumas à nossa passagem era motivo de tristeza (ficávamos fulas quando amigas nossas atraiam mais piropos). Não estou a exagerar. Avaliávamos a nossa capacidade de seduzir pelas reacções que conseguíamos no sexo oposto. É claro, que preferíamos os bonitos e bem cheirosos. Passar por um grupo de trolhas barrigudos e sujos não dava a mesma pica. Mas nunca isso foi incómodo. Pelo contrário. Alguns piropos, mesmo desses, até nos faziam rir sem querer. Lembro-me em miúda que nos “vingávamos” depois em grupo quando “atacava-mos” os pobres desgraçados que passavam por nós e a quem lançávamos piropos hilariantes que os faziam corar e ficarem atrapalhados. Outros tempos. Bons tempos. Lembro-me de mais tarde, já docente, ir jantar a uma pizzaria em Ponte de Lima e dois jovens que estavam a fazer pizzas não tirarem os olhos de mim. A situação foi engraçada comigo nervosa a não conseguir comer a massa que passava o tempo a cair do garfo e o garfo que acertava sempre nos dentes. Um suplício. É claro, como tudo na vida, há situações que não são agradáveis por serem obscenas e sem educação. Já fui por exemplo perseguida de carro por homens. Mas também apalpada num vestiário por uma mulher. Sempre houve quem abusasse. Nisto e noutras coisas. Mas isso já tem enquadramento legal.  A polícia existe para essas coisas, penso eu.
Quando se quer igualdade de género mas em simultâneo se discrimina e segrega, algo vai mal nessa ideologia. Porque na verdade, o assédio abrange os DOIS sexos (bom… sobre os restantes 64 géneros inventados pelo marxismo cultural, não me pronuncio) de IGUAL forma. Não é verdade que SÓ as mulheres sofrem de assédio. Os homens são igualmente atacados e perseguidos mas… ninguém fala disso, ninguém os quer proteger,  porquê? Não fará sentido também eles terem espaços próprios?
Voltando aos meus tempos de juventude, as mulheres NUNCA se insinuavam aos homens. Eram eles que faziam a corte com mais ou menos habilidade, sendo depois correspondidos ou não. Meninas de boas famílias nunca se manifestavam. Fazia parte da educação da época. Décadas mais tarde, as mulheres passaram a atacar as vítimas tão ou mais ferozmente que os homens. Mudança dos tempos. Era vê-las (como eu vi tantas) a fazerem esperas às presas, a não os deixarem respirar aparecendo em todo o lado, a fazerem chantagem e a inventarem um sem número de situações constrangedoras para conseguir seus intentos: levá-los para a cama. Sim. As mulheres também são, agora,  terrivelmente  assediadoras. Quem  protege os homens disto? Por outro lado, criar autocarros ou carruagens com secção separada onde se juntam só mulheres, não nos protege de assédios. Numa época em que abundam lésbicas assumidas por aí quem me garante não ser apalpada ou ser roçada por nenhuma delas? Quantos orgasmos podem ocorrer à minha custa? Andamos a brincar?
O problema desta nova geração de senhoras é a falta de auto-estima. Inconscientemente estão a revelar recalcamentos por más experiências com o sexo masculino que as leva a radicalizar contra eles sem perceberem que eles também são vítimas, tanto quanto elas. Canalizam frustrações pessoais para estes ideais feministas que mais não revelam senão incapacidade de se imporem num meio que já não é sequer maioritariamente masculino. É verdade. No Mundo já são mais as mulheres que homens e profissionalmente já dominam grande parte dos sectores de actividade. Todos sabemos que elas são em número maior e que preferencialmente, para algumas actividades, só elas são aceites em detrimento dos homens. Porque a sociedade evoluiu. E elas já não precisam de quotas. Precisam apenas de competência e vontade. Pode ainda não haver muitas no topo das chefias de grandes empresas, nem nos governos, mas isso é por culpa delas que não se interessam por esses cargos. Porque está visto que tantos anos de proteccionismo ás mulheres criou condições únicas para que todas elas vinguem no que quiserem. Mas há ainda uma boa parte que prefere a família à carreira. E é isso que as condiciona. 
Às Ritas, Câncios e Joanas deste país aconselho que se deixem de hipocrisias. Que entendam que não é com radicalismos que se resolve os problemas da sociedade moderna. E que vítimas somos todos nós. Não do machismo dos homens mas da estupidez do intelectual e politicamente correcto.
Defender a mulher não é torná-la vítima à força. Porque a reduz a um papel de coitadinha que ela não é. Porque mulher que é verdadeiramente mulher, é força da natureza que vence pelo seu mérito e competência. Não por facilitismo.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

FALTA MUITO PARA PRENDER BERARDO?


Imagine que contraiu um empréstimo para comprar casa ou carro. Imagine depois que por razões adversas deixou de poder cumprir escrupulosamente o pagamento das prestações. Que lhe acontece? Ora, a sequência será mais ou menos esta: é notificado dos atrasos. Começam a cobrar juros de mora. Pedem regularização rápida da dívida sob pena de execução judicial. Depois de vários avisos, informam que vão proceder à penhora por incumprimento. Se o débito persistir, executam e vai tudo a leilão. Quanto tempo demora isto? Ora, não mais de 1 aninho… Então como pode Joe Berardo ter mil milhões dos bancos a navegar na atmosfera sem ser processado, penhorado ou ir preso?
Tudo se explica facilmente quando estamos num país de corruptos onde empresários se prostituem com políticos com a maior cara de pau à vista de todos. Este é o nosso cancro que de tantas metástases já só com a morte do sistema conseguimos travar este declínio. De facto, é isto. A política em Portugal anda a matar a democracia desde 1974. Trouxe ao invés de liberdade, tirania dos governos que nos impuseram impostos pesadíssimos e austeridade severa para sustentar estes e outros gamanços criminosos.
Berardo e tantos outros  não são  mais do que o rosto visível desta desgraça em que nos mergulharam. A Fundação (duvidosa) que lidera deve mais de 990 milhões de euros e na CGD deve cerca de 500 milhões, na maior das descontracções como quem deve apenas um café na pastelaria da esquina. Aliás, sempre que vem seu nome à baila, as dívidas são sempre de vários milhões sem que isso chamusque sua imagem de empresário de sucesso(???). Mas anda tudo doidinho da cartola? Assim, qualquer nabo era um bem sucedido empresário , não?!
Ora é claro que para isto ser possível tem de haver gente por trás destes metralhas a protegê-los com unhas e dentes. Claro. Porque se eles caírem cai dezenas (quissá centenas) de energúmenos iguais que vivem criminosamente à conta dos nossos impostos. Daí o milagre impensável da união das 3 esquerdas de Portugal em boicotar e consequentemente ARQUIVAR o inquérito à CGD que pretendia tão somente clarificar, sinalizar e condenar os responsáveis pelo buraco gigantesco que certos devedores mergulharam este banco público. Que por esse facto só teve de transferir do Estado 5 mil milhões para tapar prejuízos das imparidades. Mas andamos a gozar com a cara dos contribuintes? Quem era que berrava contra estas práticas e jurava ser contra os banqueiros? O BE e PCP. Que fizeram assim que formaram aliança com PS? Aprovaram a eliminação de provas contra quem roubou a CGD. Isto faz sentido? Faz. Porque há segredos que não querem que sejam revelados, logo, comungam das mesma práticas totalitárias de um regime que há muito deixou de ser democrático.
O arquivamento à CGD é a maior prova de que estamos perante gente que se serve do Estado em vez de o servir como é seu dever. Depois de ser conhecido que o caso seguiria para o Supremo, PS, BE e PCP, imediatamente encerraram a comissão de inquérito de forma compulsiva, antes ainda da decisão, sabendo que assim, não poderia este Tribunal se pronunciar por extinção da… comissão! Brilhante! Nicolás Maduro, esse prepotente ditador, ao pé desta gente é um menino.
Joe Berardo nem é processado nem vai preso porque tal como outros que por aí vagueiam está bem protegido. Fez um acordo para reestruturação da dívida com o BCP, CGD e Novo Banco em 2009 no qual reforçou garantias com a entrega de direitos sobre 75% da sua fundação que detinha a colecção de Arte Moderna exposta no CCB (opa… deixem-me rir…). Porém, quando o bancos quiseram executar por novo incumprimento (tadinhos destes “meninos banqueiros ingénuos”) esbarraram (jura???) com um acordo existente com o Estado para a exibição das obras no CCB, válido por 10 anos em que foi dado garantia ao Estado não existir nenhuma penhora sobre as ditas obras, impedindo assim a execução bancária. Só 40% deste crédito é da CGD. Bonito, não? Acreditam mesmo na “inocência” bancária desta gente? Naaa…
Berardo continua livre porque a democracia há muito que morreu por estas bandas. Simples.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

O MEU PLANO PARA A GERAÇÃO "NEM-NEM"


O Governo criou um programa para a geração dos “nem-nem” ou seja aqueles miúdos barbudos com idade para ter juízo e responsabilidade que nem querem saber de estudos nem de trabalho. Muito bem. Ora parece que este programa vai dar 700 euros mensais a estas criaturas que deverão desenvolver um projecto de empreendedorismo que a ser seleccionado, permitirá aceder a um apoio de 10 mil euros para iniciar um negócio próprio. Ou seja, o governo que gosta de começar as casas pelos telhados com o dinheiro dos outros não entende que encontrou nesta fórmula apenas mais um impulso retardador, financiado, para que este “jovens peludos” continuem a  gozar seu precioso tempo livre à conta dos papás. Não funciona.
Para resolver o problema desta “juventude” temos de ir ao fundo da questão e isso, ninguém quer porque dá muito trabalho e responsabiliza todos aqueles que querem ver sua culpa sacudida: a família e o Estado.
A família é o pilar da educação. É de tenra idade que se ensina a ter objectivos e responsabilidades, princípios básicos da vida em valores com os quais o indivíduo crescerá. São as primeiras ferramentas. Com estas bases sólidas ingressa depois para a escola que lhe dará outros conhecimentos que irão complementar essas bases e farão dele um cidadão capaz de integrar o mercado de trabalho.
Ora o problema está quando ambas instituições se demitem do seu papel. Os pais educam os filhos como pequenos príncipes onde tudo lhes é garantido sem qualquer esforço nem mérito. São suprimidas todas as adversidades porque não os querem frustrar dizendo  “sim” a quase todos os desejos  para não os “traumatizar”. Na escola, não se ensina cidadania nem se prepara o indivíduo profissionalmente. Debita-se sim, um extenso programa curricular que é preciso cumprir a toda a força. Resultado: homens e mulheres que acabam o secundário (alguns nem isso) sem saberem lutar na vida, alheios completamente ao que se passa no Mundo. Crianças grandes impreparadas, mimadas e ignorantes que só pensam em ter muitos likes no facebook, instagram e concorrer à Casa dos Segredos.
É preciso tomar consciência que foi a sociedade que criou os “nem-nem” e terá que ser a sociedade a reverter este longo processo. Porque eles não são mais do que um produto das sociedades ditas socialistas que promovem o laxismo. Estudar por exemplo nunca foi tão fácil. Já se pode passar de ano com 7 negativas. Nem é preciso ser-se bom aluno, agora,  para entrar nas universidades onde já se entra com  médias também negativas. Deixou de haver excelência. Exigência. Qualquer um pode ser doutor mesmo que não tenha jeito nenhum. Por outro lado, subsidia-se tudo e mais alguma coisa o que reduz o esforço colectivo. Para quê matar-me a procurar trabalho se posso estar em casa a receber salário mínimo? Porque razão hei-de aceitar um trabalho dito menor se posso ter subsídio até ter o emprego ideal? É isto. E sem alterar toda a estrutura que leva ao laxismo, pouco adianta criar programas para o empreendedorismo porque só empreende a quem lhe foi incutida de pequenino essa habilidade, em casa e na escola. Não nasce com o indivíduo. Estimula-se e desenvolve-se.
A mim, como mãe, este assunto não me preocupa de todo. Sei que nunca vou ter filhos “nem-nem”. A primeira já com 31, está em Londres a trabalhar na área dela com distinção. A do meio, está completamente focada no objectivo de acabar o 12º ano, ser trabalhador-estudante e independente a partir dos 18. O segredo destes meus jovens cá de casa está na forma como os eduquei desde o berço. Sem lhes privar do essencial, sempre souberam que tudo o que era supérfluo tinha de ser conquistado por eles com o esforço deles. Nunca me preocupei em não frustrá-los com “nãos” porque eles fazem parte da vida. Logo cedinho, foram estimulados a trabalhar em casa ou nas férias da escola para comprar os ténis de marca (dos outros nunca houve falta), dinheiro para concertos ou simplesmente para fazer poupanças. Sempre souberam que o dinheiro não nasce das árvores. Que sem esforço não se alcança objectivos. Sempre foram estimulados para serem adultos pró-activos de excelência. Aprenderam cedo a serem responsáveis pelas suas tarefas que tinham de cumprir escrupulosamente. O mérito era sempre compensado. Já o laxismo, castigado. Mesmo com as falhas na escola que não cumpre nem de longe seu papel (não por culpa dos professores, mas sim, do Estado), só com a educação de casa, tornaram-se indivíduos capazes de enfrentar as adversidades da vida sem culpar os outros por isso. Mas podiam ser ainda muito melhores.
O meu plano para os “Nem-Nem” começa por alterar toda a educação de base nas famílias e nas escolas. Essa é a prioridade. Porque sem isso pouco adianta este ou outros programas do género. Durarão apenas até o dinheiro do subsídio acabar sem qualquer resultado prático.
Porque a geração “Nem-Nem” só existe porque a estimulamos. É o produto da ineficácia da sociedade em construir cidadãos responsáveis.