segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Este país mete nojo!

2 Outubro, 2018

Está na hora de começarmos a olhar para o nosso país doutra forma. Perceber que urge exercer a nossa cidadania para fazer uma purga a estes políticos corruptos, interesseiros, desonestos e criminosos. E rápido, antes que não sobre pedra sobre pedra e nos tornemos num Brasil ou numa fase mais adiantada, numa Venezuela.
É incrível como em menos de 4 anos foi possível destruir tanto em Portugal. Primeiro foi  a economia, que agora,  só vai de feição devido à conjuntura externa favorável e ao BCE (ainda), mas mesmo assim a abrandar perigosamente, porque cá dentro, a esmagar tudo o que mexe com novos impostos e subir escandalosamente os já existentes, asfixiou-se o mercado, assustou-se os investidores, instalou-se a desconfiança. E mais há de vir.
Depois foi  o descontrolo das finanças públicas, com promessas eleitoralistas populistas irresponsáveis  de gastos supérfluos com “boys” espalhados por todo o país, a reverter medidas de contenção na despesa pública sem sustentabilidade, a enterrar dinheiro de impostos  nas empresas públicas falidas entre as quais o banco do Estado e bancos privados, que lapidaram os recursos financeiros do país num ápice, provocando a falência técnica de tudo o que está ligado e dependente do Estado.
E agora, como se não bastasse, “mataram” a Justiça que devia ser um departamento independente, sem interferências políticas, mas que aos olhos de todos, estes dias, vimos desmoronar,  ao constatar que os governos, sempre que é do seu interesse, podem influenciar e muito, o rumo dos processos judiciais: foi a substituição de uma PGR que fez um trabalho extraordinário no combate à corrupção sem qualquer necessidade; um sorteio de um novo juiz para a Operação Marquês, cheio de irregularidades, mas que mesmo assim foi aceite o resultado!
Nos intervalos destas “escandaleiras” todas, temos um primeiro ministro que faz tudo o que lhe apetece, sem dar satisfações, sempre pela calada da noite – em compadrio com BE e PCP – sem transparência, sem prestar contas. Nada! E mente sem pudor! Não é que teve coragem de dizer ontem em horário nobre na TVI, que  “a dívida tem vindo a descer de forma sustentável” ao mesmo tempo que a imprensa dava conta que em Agosto deste ano, subiu para 250 mil milhões de euros quando em Dezembro de 2015 estava em 231 mil milhões?! É claramente um “Maduro” à portuguesa!
Temos ainda, para nossa desgraça, um ex-primeiro ministro arguido em vários processos crime a rir na nossa cara, porque o afastamento dos principais perigos à sua liberdade estão já arrumadinhos a um canto, certo que vai ainda conseguir ser indemnizado pelo Estado por “calúnia” como ele tanta vez o disse, para continuar a viver de luxos à conta dos portugueses contribuintes.  Um presumível inocente que tem visto TODOS seus recursos abortados, por todas as instâncias judiciais, provando assim que de facto há prova da sua culpabilidade e que não é nem um pouco perseguição do juiz Carlos Alexandre, mas sim, a justiça a funcionar uma vez na vida em Portugal para crimes de “colarinhos brancos”.
Para terminar com estilo, a Comunicação Social,desonesta ,parcial e completamente comprada pelo sistema, a propagar mentiras, a distorcer realidades, a embriagar a população de modo a mostrar um país inexistente, só para manter a narrativa do governo “gerigonceiro” marxista, a dar o empurrão final em direcção a uma estrondosa bancarrota e colapso social.
É triste ver que todos aqueles que têm o poder de construir um país melhor estão literalmente a matá-lo, a ele e seu povo, sem qualquer peso na consciência, sem qualquer receio sequer de virem a prestar contas por isso.
Este país mete nojo! Muito nojo! E se não formos nós, cidadãos, a acordar rapidamente, quando abrirmos finalmente os olhos, já será demasiado tarde.
Acorda meu povo!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Ivo Rosa, o Juiz “Arquivador”



29 Setembro, 2018
Cristina Miranda
Há meses foi-me dito em mensagem privada, que o Juiz Carlos Alexandre e a Procuradora Joana Marques Vidal iriam ser afastados dos processos que envolvem Sócrates e outros. Nessa altura, como o faço sempre, coloquei em dúvida essa possibilidade pela importância que estes processos têm e que, ao mudar de mãos, sem justificação plausível, iria destruir por completo a credibilidade da justiça portuguesa aos olhos da sociedade nacional e internacional. Ontem, ficamos a saber que afinal havia mesmo um plano e a última peça do xadrez foi jogada para xeque-mate! Tiro o chapéu!

O afastamento de Joana Marques Vidal foi por culpa do Presidente da República que jamais imaginaria ver colocar os  interesses da Nação no caixote do lixo ao aliar-se a Costa nesta decisão.  Agora, para a nomeação de um novo juiz,  foi  um sorteio electrónico para duas pessoas apenas, completamente viciado, onde só à quarta tentativa deixou de dar “erro”. É claro que o português comum e pouco informado não deu pela pirataria. Não sabe que basta colocar um algoritmo que rejeite o nome que não se pretende, sinalizando-o como “erro”, para assegurar o resultado pretendido. Não entende que não foram erros mas sim 4 tentativas para obter o que desejavam. O que eles não previram foi que por TRÊS VEZES o computador escolhesse o nome de Carlos Alexandre e por isso houve uma sucessão escandalosa de “erros”  que não o foram e com os quais ficaram desmascarados. Este programa informático devia ser imediatamente investigado sem demoras! Ficou clarinho a movimentação tentacular que já vem de trás para safar o peixe graúdo entalado  e bem, nas malhas da justiça.

Que nos espera então esta nomeação de um juiz que por ironia tem o apelido “rosa”? Bem, não é preciso pesquisar muito para saber. Este senhor já vem com um largo currículo de “safanços” de suspeitos de  corrupção. Pois é. Conhecido por não  gostar de apoiar as teses incriminatórias do MP sobretudo quando dizem respeito a caça grossa, Ivo Rosa ilibou 18 dos arguidos da “Operação Zeus”, processo relacionado com a corrupção nas messes da Força Aérea. No caso EDP retirou a  Manuel Pinho o estatuto de arguido mesmo com todas as evidências e suspeitas impedindo ainda  que a PJ fizesse buscas nas suas casas e ainda tivesse acesso às suas contas e movimentos bancários, por entender não haver indícios mínimos de corrupção  sem no entanto permitir a investigação esmiuçada para tirar as dúvidas. Ainda no caso das rendas da EDP, foi este mesmo juiz que impediu também o acesso às contas bancárias de António Mexia e Manso Neto, o que levou procuradores a pedir o seu afastamento do processo acusando-o de parcialidade.  Mas não ficamos por aqui: Ivo Rosa num processo em que a TAP era suspeita de lavar dinheiro de figuras da elite angolana, decidiu não levar nenhum dos suspeitos a julgamento destruindo todo um trabalho de investigação do DCIAP.  Mas calma, ainda há mais: este juiz, no caso do Gangue do Multibanco, um grupo de violentos criminosos responsáveis por mais de 100 assaltos e outros crimes graves, libertou 11 dos 12 membros. Valeu-nos o recurso do MP para um tribunal superior que reverteu por completo esta decisão e onde todos os arguidos acabaram por ser condenados a duras penas.

Por isso os advogados de Sócrates batem palmas! Por isso figuras do PS estão em êxtase! O juiz que mais safou gente ficou com o Processo Marquês. Dúvidas?

Eu não, não tenho depois do que vi ontem. Só certezas. A certeza que vamos regredir aos tempos de Pinto Monteiro e Cândida Almeida, que não viam corrupção em Portugal só “bons rapazes”.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Sai Marques Vidal, entra em cena Sócrates


28 Setembro, 2018
Foi interessante assistir à rentrée do desaparecido Sócrates exactamente depois de conhecida a saída da actual PGR. Coincidência? Nem um pouco. Era exactamente o momento esperado para iniciar novas “conferências” da treta,  já com peito mais cheio e mais confiante sobre aquilo que ele mais bem conhece e até é expert: a corrupção e  o Processo “Operação Marquês”. Reparam no ar de satisfação com que se referia à saída de Joana Marques Vidal? Reparam como ele insistiu  em salientar a  importância deste momento para a “democracia”? Pois bem. Se repararam é porque viram o inevitável: Sócrates sabe o quanto esta saída o vai beneficiar. Simples.
Ninguém ficaria feliz com uma substituição, ainda por cima por alguém de quem não se conhece ainda o trabalho, de quem não se sabe como vai conduzir todos os processos em que ele próprio está implicado, se não tivesse tido uma garantia que ela, a nova PGR, vinha para solucionar o imbróglio em que está metido. Ninguém! Como pode ele ter a certeza que isto lhe vai correr de feição para já estar a festejar! Ela até pode ser mais dura e inflexível que a Dra. Joana Marques Vidal, ou não?  Pois. É só reflectir um poucochinho…
Porque na verdade, teoricamente, não sabemos ainda como é a nova eleita. Nem fazemos ideia se ela será mais sagaz a capturar corruptos! Não sabemos! Ou será que só nós, cidadãos é que não sabemos o que vem aí?
Mas há mais: a ex-namorada não resistiu também em manifestar sua grande satisfação com esta substituição ao mandar um “tweet”. Porquê? O que traz de tão bom assim a nova PGR para todos se regozijarem desta maneira? Isto é normal?  Não me parece.
Não deixa de ser curioso também, ver estes dois a bater palmas à saída da ilustre PGR demissionária numa altura em que sai notícia sobre uma investigação da PJ à corrupção no Parque Escolar. Lembram-se do projecto megalómano de Sócrates onde havia dinheiro para tudo e um par de botas, sem transparência, com valores abismais, descontrolo total, com derrapagens colossais, obras sobrevalorizadas,  outras com luxos inimagináveis, outras que nem sequer viram investidos um parafuso numa porta? Pois é. Irá este caso como tantos outros em que o mestre Sócrates está envolvido por corrupção passiva, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e fraude fiscal qualificada, no quadro da Operação Marquês, acabar como o Freeport e todas as pessoas que o levaram a tribunal, silenciadas?
Será o futuro a responder a todas estas dúvidas. E nós não podemos deixar de estar atentos e exigir que a justiça, que não nos perdoa quando ficamos a dever uns míseros euros,  com penhoras e cadeia, deixe escapar quem lesou com milhões a Nação. Não podemos!
De que ri Sócrates? O tempo logo dirá.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Não se pode ter filhos na escola em Portugal



Eu não consigo compreender como é que um país que arranca a ferros tantos impostos ao orçamento familiar que ainda por cima é baixo por causa dos salários miseráveis, colocando-o a par dos países que mais impostos cobram, não distribui em todas as escolas públicas, livros e material a todos os alunos, em vez de obrigar os pais a desembolsar pequenas fortunas para dar educação aos seus descendentes. Afinal para que servem os impostos?
Até aos 12 anos meus pais nunca souberam o que era pagar para me ter a estudar na escola pública. No Canadá, era o Estado que distribuía no início das aulas, livros, cadernos e todo o restante material escolar necessário para o ano lectivo. Nada tinha de ser adquirido. No final do ano, a professora recolhia os livros, as tesouras, os marcadores entre outros materiais reutilizáveis,  que serviam depois para os anos seguintes.  Mas não era só. Tínhamos ainda escolas espaçosas, bem equipadas, grandes bibliotecas,  salas amplas, mobiliário ergonómico e de qualidade. Não faltava rigorosamente nada. Mais: a manutenção era primorosa e  não deixavam degradar um edifício escolar ou outro,  até a cair de podre para depois reconstruir de raiz gastando milhões como se vê neste mal governado país. Cuidavam com esmero do património.
Nos hospitais acontecia exactamente o mesmo. Com 5 anos tive de ficar internada, sozinha por via de uma cirurgia às amígdalas. Fiquei num quarto que nada lembrava um hospital, onde até tinha telefone e casa banho privada. O telefone que me servi para ligar aos meus pais, a chorar para me virem buscar e através do qual meu pai me sossegava prometendo uma barbie, se me portasse como uma mulherzinha corajosa. Um botão para chamar a enfermeira que usei a noite toda porque tinha dores e elas, com o maior carinho e compreensão, a virem acalmar meus medos, sempre sorridentes, sempre amigas.  A saúde e educação eram de excelência e além disso “gratuitas” para os contribuintes.
A pergunta urgente que se põe nesta altura do campeonato é a seguinte: se nós descontamos como “mouros” porque razão temos uma porcaria de serviços públicos? Mais: se o dinheiro dos impostos não vai para aquilo a  que em princípio se destina, isto não é um crime, não é roubar?
A mim parece-me óbvio que sim. É um roubo legal . Os impostos em Portugal não servem para aplicar no bem estar e qualidade de vida dos utentes. Serve os interesses dos seus governantes que por serem gulosos e terem uma oligarquia gigantesca para alimentar, nunca o dinheiro chega a quem precisa porque fica a meio do caminho e não sobra. Pior: falta. Como não prestam contas, nem ninguém os obriga verdadeiramente a isso, fazem de conta que o problema não é porque eles andam a roubar nossos impostos, mas sim, porque não são suficientes. Então nós, os burros do costume, vamos continuando a aceitar esta roubalheira sem contestar, sem exigir, enquanto ainda aumentam mais a carga fiscal. Somos mesmos tansos!
Esta semana recebi um pedido de ajuda de uma mãe desesperada que não tinha como fazer face às despesas do arranque escolar. A viver sozinha, com duas meninas, uma delas com problemas de saúde grave, era impossível ficar indiferente. O Movimento que lidero, entrou imediatamente em acção e ajudou esta mãe. Mas pergunto: porque razão é que os contribuintes têm de passar por isto?
Uma semana depois, e já com as aulas a decorrer, outra denúncia de um leitor: uma escola do Agrupamento de Santiago abre as  portas atropelando completamente a legislação ao compactar em 2 turmas alunos que, por alguns terem necessidades educativas especiais, deveriam estar em 3 turmas! Os pais indignados com esta situação que prejudica seriamente a aprendizagem destes meninos, denunciou o caso à DGEstE e DSRC, sem qualquer resultado prático. Porém a legislação é clara no artº 4º do Despacho Normativo 10-A/2018:
  • nº 1-  que as turmas do 1.º ano de escolaridade são constituídas por 24 alunos e nos demais anos do 1.º ciclo do ensino básico são constituídas por 26 alunos;
  • nº 4 –  que sempre que existem dois níveis de aprendizagem a turma deve ficar reduzida a 22 elementos;
  • nº  5 –  que qualquer turma que possua no máximo 2 alunos com NEE deve ficar numa turma de 20 alunos, desde que nos relatórios técnico-pedagógicos dos alunos seja identificada esta medida de acesso à aprendizagem e à inclusão;
  • nº 6 –  que a redução de turmas prevista, fica dependente do acompanhamento e permanência destes alunos na turma em pelo menos 60% do seu tempo curricular.
Ora, tendo estas 2 turmas  todos estes atropelos à lei, pergunta-se porque a escola, tendo condições físicas (existe uma sala livre para o efeito) para constituir mais um turma do 4º ano, se nega a fazê-lo? Mas afinal,  vivemos numa república das bananas quando é o Estado a cumprir a lei? é isso?
O Estado que deveria dar o exemplo, infringe ele próprio  a legislação por ele criada (que irónico!) para poupar na criação de uma turma extra essencial para dar qualidade de ensino a estes meninos, mas é capaz de gastar milhões em despesa fútil, como candeeiros de Siza Vieira ou torneiras de 500€ cada uma em balneários escolares!
Porque infelizmente é mais importante neste país corrupto, encher o bolso dos empreiteiros  com luvas a políticos, em projectos escolares  megalómanos, do que servir bem a população. É a porcaria de educação que temos.


Andam a gozar com o povo de Vila Facaia




Já não bastava esta gente ter sido vítima dos maiores incêndios mortais de que há memória neste país. Já não bastava muitos deles terem sucumbido na tragédia, deixando pais e filhos órfãos. Já não bastava também, e para cúmulo, terem sido roubados nos donativos que lhes foram doados para ajudas à reconstrução das suas casas e negócios, depois dos grandes fogos! Não! Tinham, também, de lhes arrancar o pouco que ficou de pé e lhes vai dando alguma dignidade – se é que isso é possível a quem tudo perde na vida – à sua pobre velhice: o Centro de Dia de Vila Facaia!
É inacreditável! Depois de ver fracassado o seu pedido de doação daquele edifício pela Junta de Freguesia, o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande, de forma unilateral e sem aviso prévio, ordenou o encerramento imediato daquele espaço e transferência dos idosos para a Graça, a 5,5 kms, alegando que o Centro dá despesa! Mas desde quando é que a assistência a idosos tem por base o lucro? Para que serve o dito Estado Social? Para que raio se desconta e paga impostos neste país?
Acontece que esse edifício foi erguido com donativos da população em materiais, equipamentos e mão de obra há mais de 20 anos. O terreno foi comprado pela Junta de freguesia, presidida à época por José Vaz,  aos populares. Todos na terra sabem disso. Foi com o esforço e vontade dessa gente que se criou aquele espaço indispensável à pequena população muito envelhecida de Vila Facaia. Com que direito, então, a Santa Casa da Misericórdia se tenta apropriar do que não é seu? Com que base legal este Provedor dá início, mesmo assim, a este processo tendo até, tentado proceder à desmontagem dos corrimões na zona de banho dos idosos? Algo aqui não bate certo.
Mas o mais bizarro ainda foi a actuação do Presidente da Junta que, depois de uma emigrante, Manuela Henriques, a residir a 2200kms do país, ter tomado conhecimento do plano do Provedor, e ter pressionado com fervorosa insistência para que impedisse o prosseguimento do processo, a menos de uma semana da data de fecho da unidade, ter colocado um edital anunciando o encerramento consumado do Centro de Dia no próximo dia 30/09! Como é possível a Junta de Freguesia não se ter insurgido contra esta acção, levada a cabo pelo Provedor da Santa Casa, que tudo leva a crer ser uma acção muito pouco transparente? Como pode o Presidente ceder tão facilmente à intenção do Provedor sem luta atempada pelos interesses da população de Vila Facaia, vindo apenas uma semana antes da data de encerramento, num edital, comunicar o mesmo, justificando não ser da sua responsabilidade. Foi apanhado também de surpresa? Só tomou conhecimento da situação no momento em que agiu? Isto não faz sentido.
Este Centro, que tem também apoio domiciliário, é muito mais do que um local onde os idosos passam os seus dias. É uma família. A única maneira de alguns terem companhia e apoio em momentos de aflição quando é por de mais sabido que o interior está completamente abandonado e entregue à sua sorte.
Há aqui qualquer coisa que cheira mal… Aliás, há muitas coisas que “cheiram mal”: seguramente os portugueses merecem melhor: sejam eles do interior, do litoral, do norte, do sul, do centro…ou emigrados: somos portugueses. Merecemos respeito, transparência, honra e dignidade. Compete-nos, a todos e a cada um, exigir o que merecemos. Ou o fazemos, ou somos cúmplices de um qualquer sistema que se foi instalando mas que temos conhecimento que existe: logo, a indiferença não pode ser a desculpa e a inércia não será, seguramente, a solução.
Por isso, já que aqueles que têm o poder fecham os olhos – falta saber porquê – às populações, nós, e em nome do Movimento Cívico que represento, mais uma vez Não Nos Calamos e sairemos em defesa desta gente denunciando, exigindo que a justiça seja reposta indo até onde for necessário para impedir tamanha crueldade contra indefesos.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Marcelo Presidente nunca mais!!


Conseguiram tudo. Primeiro com a reversão dos resultados eleitorais que deram ao PS uma estrondosa derrota. Lembram-se? A PAF acabava de obter uma maioria relativa, quando António Costa puxou de um acordo com as extremas esquerdas para governar. Agora, retiram do caminho aquela PGR que, ao contrário de Pinto Monteiro, demonstrou que não misturava a justiça com política. Se dúvidas houvesse sobre os objectivos desta “família socialista”, hoje ficaram todas esclarecidas.
Ninguém mexe em equipa vencedora. Ninguém! A menos claro, que se pretenda um final diferente. E que final é esse? Safar Sócrates, Vara, Manuel Pinho, Ricardo Salgado, Luis Filipe Vieira, Valdemar Alves e por aí fora. A “família” acima de tudo, acima do país. Não importa o quão criminosos foram. Importa fazê-los escapar, pelas malhas largas da lei , para os corruptos de colarinho branco, como tem sido tradição neste país.
Ainda vieram com a conversa para “boi dormir” de um “mandato único e longo”, para justificar a decisão tomada, já desde que assaltaram o poder (sim, salvar a pele deles foi uma das razões para assaltar o governo). Como se nós não soubéssemos que, o que eles mais defendem com unhas e dentes,  são lugares vitalícios desde que sejam da “família socialista”. Quantos deles já “nasceram” no Parlamento e arrastam-se até hoje como múmias? Quantos deles têm também familiares a “fazer carreira” na Assembleia da República, onde já fazem parte do  mobiliário? Quantos deles até já “criaram raízes” agarrados ao sistema durante décadas?  Mas que grande banhada de gozo com que esta gente nos presenteia!
Para não dar nas vistas e parecer uma decisão ponderada e séria, foram buscar uma mulher que, até ao momento, não fazia parte da lista proposta por Costa. Uma estratégia pensada ao pormenor no intuito de acalmar os ânimos. Ora, quem não vai ficar sensibilizado com o facto de a substituta ser outra mulher? Logo, os menos atentos até pensarão que por ser mulher, estará à altura da anterior apenas por associação de género. Boa táctica não haja dúvida. Este PS não brinca em serviço quando se trata de mascarar o cenário.
Acontece que, mesmo sendo uma mulher e  mesmo sem pôr em causa suas capacidades profissionais, esta magistrada quase não tem experiência na área criminal onde precisamente faz muita falta e  basta um pequeno erro para deitar por terra os processos complexos que envolvem ex-governantes e banqueiros. Investigou casos como o das viagens fantasma dos deputados que deu no que deu: nada. Trabalhou com a actual ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, na procuradoria-geral distrital de Lisboa. É  ainda casada com Carlos Gago, que fez parte da PJ no tempo de Fernando Negrão e Luis Bonina, e que foi um importante membro do PCTP/MRPP.
Enquanto nos distraiam com “fake news” sobre a orientação sexual dos bonecos da Rua Sésamo no Jornal de Notícias ou a falsa recondução quase confirmada de Joana Marques Vidal pelo Presidente no Expresso, a panelinha ia sendo feita para apanhar todos de surpresa. Assim, não tivemos tempo de respirar nem de barafustar. Logo que anunciaram  na TV, já a decisão estava consumada e colocada no site da Presidência da República. Exactamente ao estilo Nicolás Maduro na Venezuela. Bravo! Esta foi de mestre!
O Presidente da República tinha todo o poder  nas mãos para interromper este regime ditatorial do Costa, que insiste em pisar as regras democráticas,  tratando o país como se fosse propriedade sua. Mas não. Mesmo podendo à luz da nossa Constituição reconduzir a mulher que notavelmente  trouxe de novo prestígio e confiança à nossa justiça doente, assinou a sua saída. Também ele a justificar que o mandato deverá ser limitado em homenagem à vitalidade da democracia (cof, cof, cof). Quanto apostam que se esta nova PGR se “portar bem” e na altura da renovação estiver o PS e um “Marcelo” no governo, a reconduzem alegando que um “bom trabalho” não deve ser interrompido? Lamento mas por muito que se esforcem em esconder, esta foi uma decisão  política por ser a que mais convinha aos dois intervenientes: Costa e Marcelo ambos com amigos entalados. Se assim não fosse, teriam deixado Joana Marques Vidal seguir seu excelente trabalho, doesse a quem doesse.
Acreditei sempre que o Presidente, apesar das muitas falhas a reboque de um populismo irritante, nos momentos cruciais do país, não falharia com seu dever de isenção pelo interesse superior da Nação que ele representa. Que saberia ser árbitro nos intervalos dos banhos no rio ou dos passeios pelas tascas. Enganei-me redondamente. E não me perdoo por ter contribuído mais uma vez, para a desgraça que vem aí.
Para mim, Marcelo Presidente,  nunca mais!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Catarina, vá pregar para Cuba!


Cara Catarina, a propósito da sua intenção de criar uma “taxa Robles”, permita-me que lhe diga o seguinte:
Durante mais de duas décadas geri e criei empresas para descobrir que este país é inimigo de quem empreende. Que maltrata todo aquele que tem coragem de investir. Aprendi que para ter as contas em dia é preciso sacrificar fins de semana, férias e família e mesmo assim todos os meses, andar à rasca porque o Estado é o maior caloteiro que existe na economia do país, tornando-a cancerosa. Que quem não foge aos impostos, tem de andar a pedir  aos bancos porque a carga fiscal é tão alta que fica sem margem para trabalhar. Que o banco público não serve sua função, porque não se interessa em apoiar pequenas e médias empresas, só se interessa pelos créditos habitação e empréstimos aos “Grandes Amigos Empresários” do Sistema a quem abre generosamente cordões à bolsa e depois vai sugar os impostos dos contribuintes. Que ser empresário é andar 24h por dia a se estafar para conseguir financiamento e quando o consegue, será em troco de “um porco por uma chouriça”. Que ser empresário por cá é ser-se masoquista, é ter prazer em andar sempre a mendigar, sempre na corda bamba, sempre a fazer contas para não falhar, tirar salário quando calha e mesmo assim falhar, porque falharam com ele. Para no fim, ver o Estado a condená-lo porque falhou, sendo o Estado o causador do falhanço.
Já criaram o Imposto Mortágua do qual, vós capitalistas caviar hipócritas da esquerda, logo arranjaram forma de se isentar. Agora querem uma taxa Robles depois de colocar vosso património a salvo. Porque não vai pregar vossas “maravilhosas” ideias de criação de impostos  para Cuba ou Venezuela que tanto precisam de “mentes brilhantes” para levantar o país da miséria em que o marxismo os colocou e nos deixa em paz?
Já chega de hipocrisia. Já chega de propostas que penalizam seriamente o país. Já chega de ensaios que faz dos  cidadãos, cobaias da vossa ignorância. Não conhece a lei da oferta e da procura? Não é criando e aumentando impostos que se regula o mercado. É aliviando a carga fiscal, diminuindo burocracias, criando estímulos à economia, estabilidade fiscal,  que se cria riqueza e assim  atrair investimento aumentando a oferta. Com mais oferta os preços baixam inevitavelmente. O Estado no seu papel de regulador até podia dar uma ajuda colocando seu património para habitação mais acessível em vez de o ter a cair de podre e vender depois aos “Robles” deste país a preço de uva mijona. O mercado regula-se a ele próprio quando os “assassinos da economia”, como vocês,  saem da frente. E sim, é  com mais riqueza, cara Catarina, que se combate a pobreza e não ao contrário. Porque sem os investidores, não há empregos, não há casas para vender nem alugar, não há bens para consumo, não há porra nenhuma!
Assuma de uma vez que são uns falhados. Que estão no Parlamento sem perceber patavina do que andam a fazer. Que não estão aí para  trazer prosperidade a esta terra mas antes capturar as pessoas na vossa ideologia opressora que aniquila a liberdade individual para a  transformar  numa sociedade fraca e dependente do Estado, que alimenta a vossa ganância  e garante o vosso poder.
Por isso, Catarina e companhia, façam um favor a esta grande Nação e saiam do caminho! Desapareçam! Usem sabão em vez de taxas para lavar a vossa cara suja com o caso Robles. Fica mais barato ao país.
Portugal empreendedor, trabalhador e pró-activo agradece!